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Inês Bonfim Madeira

Apaixonada por livros, música e frases que mudam vidas. © Inês Bonfim Madeira Textos e Imagens

Inês Bonfim Madeira

Apaixonada por livros, música e frases que mudam vidas. © Inês Bonfim Madeira Textos e Imagens

Silêncios e palavras vazias

 

 

 

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Sabes quando há um silêncio perfeito?

Aquele em que está tudo dito, em que as palavras são irrelevantes, vazias, embaraçosas?

Aquele em que existe um entendimento tão profundo que podemos fechar os olhos e senti-lo a abrandar o ritmo dos nossos corações?

Aquele em que nos sentimos tão satisfeitos, tão completos, que qualquer palavra seria insignificante?

Quando escutares um silêncio assim, não digas nada.

Desfruta-o, absorve-o, prova-o, agarra-o e recorda-o. Mas, por favor, não tentes preenchê-lo com o som da tua voz, com cadências sem importância, com algo que pensas que o vai melhorar, e que apenas o arruina.

Quando escutares um silêncio não digas nada e quando ele terminar conta-me como foi.

 

De Inês Bonfim Madeira

Mentes a ti mesma

 

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Pior do que mentir àquela pessoa especial é mentires a ti própria.

Quando trais a tua própria confiança, quando não sabes separar a verdade da ilusão, quando usas tanto uma máscara que esta se torna o teu hábito diário, então como pode outra pessoa acreditar em ti?

Se te perdes em labirintos irreais e esqueces o contacto com o teu verdadeiro eu não estás pronta para amar e para ser amada.

Como te podes entregar a alguém e esperar que te aceitem como és se nem tu mesma sabes como é a tua verdadeira identidade?

Chega de mentiras.

Chega de pintar um quadro que não chega a ser um esboço.

Chega de distorcer uma imagem que tem beleza por si própria.

Mete medo, claro. Mas tens de o fazer. 

Só quem te aceita pelo que realmente és merece estar contigo.

Nada menos. 

Peço-te, nunca te contentes com nada menos.

 

De Inês Bonfim Madeira

Baralhaste-me a vida

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Eu era tão organizada. Metódica. Aprumada. Quase certinha.

Mas quando tu chegaste, todo o planeamento, projetos e metas foram alterados. Voaram pela janela aberta. Fugiram como gatos assustados pela nesga da porta. Escaparam como papéis soltos a uma brisa mais forte.

Não tinham importância. Rasguei-os, amachuquei-os, atirei-os para o lixo, queimei-os.

Deixaste-me num estado de completa desorientação. A melhor sensação de sempre. Sem objetivos, sem planos, sem listas a cumprir.

Apenas tu te destacavas no meio da barafunda que explodira em meu redor.

E só de ti precisava para me organizar de novo. 

Porque tu eras o meu único plano, a minha única meta, o meu único objetivo.

 

De Inês Bonfim Madeira